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Artigo: DO: Visões Desportivas: 31/01/2010
Publicado dia 31/01/2010 às 18:48
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Existem responsáveis pelo desporto que se faz em Odivelas que se movimentam num quadro de vários interesses e possivelmente todos têm, em maior ou menor grau, consciência que se vive e se faz viver um certo mal-estar.

Todavia, continuam a exibir as máscaras que esconde os descontentamentos que não ousam assumir. Sentem que algo está mal, continuam a esforçar-se para que tudo aparente uma dose de "moralidade”.

Esta atitude reflecte uma deficiente formação moral traduzida no individualismo, no tarefismo e no porreirismo, como norma.

Submetidos a pressões várias, transformados em veículos de muitas ambições, o que lhes exige é colaboração quanto baste e um ajuste à ordem estabelecida.

Não admira que assim seja, pois que cada um deles não aderisse a esta domesticação seria ameaça ao bom funcionamento das respectivas instituições que em muitos casos, os sustentam financeiramente.

Acreditamos que o seu papel não é fácil!

Em Odivelas, onde estão no desporto o movimento de ideias, os diferentes pensamentos, os debates sobre os problemas reais do Desporto que se faz no nosso concelho, a contestação e as revelações?

Os técnicos que estão no desporto não podem e não devem ficar indiferentes, alheios ou neutros à política desportiva dos responsáveis da Câmara de Odivelas, Juntas de Freguesia , muito menos dos clubes onde desenvolvem as suas práticas profissionais desportivas .

Não necessita a actividade desportiva de Odivelas de quem a pense e repense, de quem a discuta com clareza, raciocínio aberto e atento?

O que lamento é verificar que se está a criar um estado mental caracterizado pela inércia e pela ausência de interesse. O que está em causa não é esta ou aquela atitude, mas precisamente a falta dela.

Visivelmente, o modelo de trabalho parece ser o do distanciamento em relação aos problemas do desporto no concelho de Odivelas, para muitos afinal , a primeira e principal profissão .

Mas como em outras actividades, há os que apesar das condicionantes conseguem manter a independência e pautar o respectivo exercício por padrões éticos e morais irrepreensíveis.

Honra lhes seja feita!

Um pouco de higiene é pois fundamental , para que sejam mantidos os códigos de decência que valorizem e dignificam o trabalho no Desporto.

Um abraço.


Humberto Fraga



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